Massa com ovo e bacon
Não sei como são os outros, mas eu fiz sopa de tripa pela primeira vez antes de tentar cozinhar massas com bacon. E foi um fracasso estrondoso, nem quero lembrar. Mas com essas massas... não tem como errar. Confesso que, no começo, colocava tudo que tinha na geladeira, misturava tudo e esperava que saísse algo comestível. Na primeira vez que coloquei ovo batido nesse molho, quase fiz uma omelete, porque deixei o fogo muito alto. Com o tempo, aprendi a não me apressar e a prestar atenção nos passos, senão o creme azedo se irrita e talha. E sempre tenho uma dúvida: coloco ou não pimentão? Porque quando não tenho, sinto falta, mas nunca aconteceu de eu não gostar do molho final, mesmo sem ele.
Leva cerca de 35-40 minutos desde o momento em que você começa a cortar a cebola, então não é nada complicado. Essa quantidade serve para cerca de 3 porções generosas, ou 4 se você não comer como se tivesse acabado de voltar de um dia de trabalho pesado. Não é difícil, eu diria que qualquer um que saiba picar uma cebola e misturar umas massas consegue fazer a receita.
O que eu costumo usar e por quê:
- Massas: 300g. Normalmente, qualquer forma que eu tenha à mão, mas penne ou fusilli me parecem as mais adequadas. Não precisa ser fresca, as de supermercado funcionam perfeitamente. Elas são a base, absorvem todo o molho, então que sejam boas, não aquelas que ficam pegajosas ao cozinhar.
- Creme de leite líquido para cozinhar: 200ml. Dá cremosidade, não deixa as massas secarem e ajuda o molho a cobrir tudo. Eu escolho a versão com 20% de gordura. Se for mais magra, corro o risco de talhar ao misturar com as massas quentes.
- Bacon não defumado: cerca de 120-150g, cortado em cubinhos pequenos. O bacon dá o sabor principal, então não use presunto ou algo substituto. Também pode usar pancetta, se quiser se fazer de sofisticado.
- Ovo: apenas um, batido com um garfo. Coloco no final no molho, para dar consistência e um pouco de liga. Sem ele, o molho ficaria mais ralo.
- Cebola: uma cebola média, cortada o mais finamente possível (eu não sou um expert, mas me esforço). Dá doçura e base para o molho.
- Cenoura: uma média, ralada ou picada bem pequena. Não é só para enfeitar, realmente ajuda no sabor e na doçura do molho.
- Alho: 3 dentes, amassados ou picados finamente. Não coloque demais, para não cobrir o sabor do bacon.
- Molho de tomate: 150ml, não muito grosso. O molho liga tudo e dá uma cor bonita, além de um sabor levemente ácido.
- Óleo: 3 colheres, para refogar a cebola e o bacon. Eu prefiro óleo simples de girassol, não é hora para extravagâncias.
- Sal/tempero: a gosto. Eu pulo o tempero e coloco apenas sal e, às vezes, uma pitada de pimenta do reino.
- Orégano: o suficiente para dar aroma, cerca de meia colher de chá. Tem um sabor forte, não exagere.
- Alecrim: meia colher de chá, seco ou fresco, se tiver. O alecrim faz a diferença, dá aquele aroma sutil que ninguém sabe identificar, mas todo mundo sente.
- Água: não sei dizer exatamente quanto, apenas o suficiente para cobrir os legumes na fervura inicial, cerca de 100-150ml, veja na etapa correspondente.
Como eu faço, passo a passo:
1. Primeiro, coloco água para ferver para as massas, com bastante sal. Enquanto isso, cuido do molho. É importante que as massas fiquem prontas mais ou menos ao mesmo tempo que o molho, senão você deixa elas paradas e grudam.
2. Pico a cebola e a cenoura (ou na ralador, ou bem picadinha com a faca, cada um com o que se sai melhor). Corto o bacon em cubos bem pequenos e amasso ou pico o alho o mais fino que consigo. Deixo os outros ingredientes à mão, para não ter que procurá-los com a mão suja.
3. Em uma frigideira grande (ou uma panela, depende do que você encontra rápido), aqueço o óleo em fogo médio e coloco a cebola para refogar. Cuido para não queimar, apenas para amolecer e ficar translúcida, cerca de 2-3 minutos. Depois, adiciono o bacon e o alho e deixo fritar por cerca de 5 minutos, até o bacon ficar levemente dourado. De vez em quando, mexo para não grudar.
4. Jogo a cenoura na frigideira, misturo bem e adiciono água apenas o suficiente para cobrir tudo que está lá. Coloco a tampa e deixo tudo cozinhar em fogo médio por cerca de 10 minutos, até a cenoura amolecer completamente. Se a água diminuir, adiciono um pouco, mas não faço sopa, para que fique como um molho, não como uma sopa.
5. Quando a cenoura estiver pronta, adiciono o molho de tomate, polvilho sal, orégano e alecrim. Misturo, deixo ferver sem tampa por mais 10 minutos, para reduzir um pouco e unir os sabores.
6. Enquanto isso, se as massas estiverem cozidas, escorro, não as enxáguo (nunca enxáguo as massas, porque perde todo o sabor e o amido), e as coloco de volta na panela, ainda quentes. Despejo o creme de leite diretamente sobre elas e misturo, para que fiquem todas cobertas.
7. O ovo batido eu coloco lentamente no molho, mexendo vigorosamente para não virar omelete. Importante: o fogo deve estar baixo e não deixe o molho ferver. Depois de 30 segundos, eu desligo o fogo, e o ovo deve apenas ligar levemente o molho, não deve aparecer pedaços nele.
8. O molho eu coloco diretamente sobre as massas, misturo tudo com cuidado, ou, se quiser que fique bonito para a foto, sirvo as massas no prato e coloco o molho por cima, para que as camadas sejam visíveis. Deve ser servido quente, com um pouco de pimenta do reino moída na hora, se tiver.
Por que eu faço isso com frequência? Porque é o tipo de refeição rápida e satisfatória que não exige ingredientes sofisticados. É boa quando você não tem vontade de ficar muito tempo na cozinha, mas ainda assim quer se sentir como se tivesse cozinhado algo sério. Gosto que posso modificar facilmente o que coloco no molho, dependendo do que tenho na geladeira. O creme de leite faz maravilhas quando você tem massas sobrando do dia anterior, não ficam secas. E eu reconheço que o alecrim dá um aroma especial, não no sentido de sabonete, mas um pequeno “algo” do qual não me canso.
Dicas, variações e ideias de apresentação
Dicas e truques:
Não exagere no fogo no final, pois o ovo pode talhar e estragar a textura do molho. Não deixe as massas paradas muito tempo depois de escorrê-las, pois grudam. Se você usar creme de leite com menos gordura, tenha cuidado para não adicioná-lo quando as massas estiverem muito quentes, para não talhar. Se você quiser mais aroma, coloque uma folha de louro na fervura dos legumes, mas retire-a no final.
Substituições:
Você pode usar qualquer tipo de massa, incluindo sem glúten, apenas tenha cuidado com o tempo de cozimento. Se não tiver bacon, pode usar peito de frango ou sobras de carne assada. O creme de leite pode ser substituído por iogurte grego mais gordo, para uma versão mais leve. Vegetarianos podem pular o bacon e colocar cogumelos dourados. Sem ovo dá certo, mas o molho ficará um pouco mais líquido.
Variações:
Adicione pimentão cortado em cubinhos ao molho (eu sempre digo que vou colocar, mas esqueço de comprar). Às vezes coloco também abobrinha pequena cortada em cubos, especialmente no verão. Para quem quer algo mais picante, uma pitada de pimenta dedo-de-moça vai muito bem no molho. Se você tiver sobras de queijo duro (parmesão, pecorino), polvilhe um pouco por cima ao servir.
Ideias de apresentação:
Aqui, essas massas vão bem com uma salada simples de tomates ou até mesmo com conservas caseiras. Para quem quer beber algo, uma cerveja clara gelada ou um vinho branco seco, não complicado, combina. É o tipo de refeição que não pede sobremesa, mas se você quiser manter a temática, um sorvete simples de baunilha faz um bom contraste.
Perguntas frequentes:
1. Posso fazer a receita sem creme de leite?
Sim, fica boa também sem, apenas as massas estarão um pouco mais secas, e o molho fica mais "fino". Você pode substituir por um pouco de leite integral ou iogurte, mas não coloque muito de uma vez para não talhar.
2. Pode ser feito com outro tipo de carne?
Claro, eu já experimentei com presunto defumado, frango ou sobras de carne assada. Cada um dá um sabor diferente, mas a estrutura da receita permanece a mesma.
3. Que tipo de massa você recomenda?
Quase qualquer tipo, apenas não muito finas (como espaguete fino) ou muito largas, pois não seguram o molho tão bem. Penne, fusilli ou rigatoni estão sempre entre meus favoritos.
4. Se eu não tiver molho de tomate, com o que posso substituir?
Você pode usar purê de tomate diluído com água, ou, em última instância, tomates pelados em conserva. O importante é obter um molho que una tudo.
5. Se eu coloquei o ovo e virou omelete, o que posso fazer?
Se acontecer de o ovo coagular demais, não é o fim do mundo, você pode passar o molho rapidamente pelo liquidificador ou com um batedor, para deixá-lo mais homogêneo. De qualquer forma, o sabor permanece bom.
Valores nutricionais (aproximados, pois não sou nutricionista): a porção tem cerca de 550-650 kcal, com 20-25g de proteínas (do bacon e do ovo, além de algo das massas), gorduras em torno de 20g (bacon e creme de leite) e carboidratos cerca de 75g por porção (massas, molho de tomate, legumes). Não é dietético, mas também não é ultra calórico. O creme de leite e o bacon dão a sensação de saciedade, então não acredito que você vá comer duas porções uma após a outra. É adequado como prato principal no almoço ou jantar. Se você quiser reduzir as calorias, use creme de leite mais magro e bacon menos gordo ou até mesmo carne magra.
Como armazenar e reaquecer: se sobrar, coloco as massas com o molho em um recipiente, mantenho na geladeira por até dois dias. Ao reaquecer (eu prefiro no fogão, não no micro-ondas), adiciono 2-3 colheres de leite ou água, para que voltem a ficar cremosas, misturo levemente e não deixo ferver muito, apenas para que tudo fique quente. Não ficam tão boas quanto frescas, mas ainda são comestíveis. Se você já colocou o creme de leite e o ovo, não recomendo congelar, a textura ficará estranha ao descongelar. O melhor é cozinhar exatamente o quanto você vai comer.
Ingredientes: 300 g de massa 200 ml de natas para cozinhar Molho: bacon não defumado 1 cebola média 1 cenoura 150 ml de caldo 1 ovo 3 dentes de alho 3 colheres de sopa de óleo sal/tempero vegetal, orégano, alecrim água
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