Abobrinha empanada
Acordei-me algum tempo, acho que era numa noite chuvosa, com vontade de algo crocante e rápido e, sinceramente, não estava a fim de sair de casa, nem que fosse até a loja da esquina. Revirei a geladeira, nada sensacional, mas lá estava um abobrinha esquecida há alguns dias. Na primeira vez que tentei fazê-la à milanesa, admito, saiu ou muito oleosa, ou estaladiça, não conseguia me situar com a farinha, ou colocava na frigideira muito rápido, ou ficava olhando para o relógio e entrava em pânico para não queimar. Agora, depois de algumas tentativas e ajustes (e muitos erros pelo caminho), tornou-se aquele prato que penso quando quero algo rápido e saboroso, daquele jeito que não decepciona, mesmo que seja feito às pressas.
Se você me perguntar quanto tempo leva, eu diria que dá para fazer em uns 25 minutos tranquilamente, contando com a lavagem das louças, se você não for do tipo super apressado. Eu geralmente faço com uma única abobrinha, o que dá para duas pessoas, se você não comer tudo de uma vez. Nível de dificuldade? É uma daquelas coisas que você pode fazer sem ler a lista de ingredientes depois de duas ou três vezes, então é claramente "iniciante+", de alguma forma, ou seja, só precisa não se afastar do fogão.
O motivo pelo qual continuo fazendo isso repetidamente é bem banal: acho que essa abobrinha passada na farinha e no ovo rapidamente traz um gosto de infância e de janta preguiçosa, de desejos resolvidos de forma simples, com o mínimo de esforço, mas sem trapacear como quando você pede algo da cidade. Além disso, quando não tenho ideias ou estou correndo, realmente dá para improvisar com o que você encontra por perto, ninguém se importa se não está tudo perfeito.
1. Lave bem a abobrinha, não esfregue muito se a casca estiver macia – eu não a descasco completamente, só se parecer velha ou um pouco lenhosa em alguns lugares. Corte em rodelas de cerca de 6-7 mm, não faça fatias finas como papel, pois ficam moles e sem graça, mas também não muito grossas, pois não cozinham por dentro.
2. Bata bem os ovos em uma tigela grande, com uma pitada de sal e um pouco de pimenta. Eu também coloco um pouco de água ou leite, minha mãe dizia que ajuda o ovo a aderir melhor à abobrinha, não sei se é científico ou apenas placebo, mas faço isso toda vez.
3. Coloque uma colher generosa de farinha branca em um prato fundo. Em um momento, tentei usar farinha de rosca ou fubá, mas nessa versão, estritamente com farinha e ovo, fica mais parecido com o que me lembro da infância.
4. Aqueça uma frigideira de fundo mais grosso (não use panela, não funciona, não fica igual) e coloque cerca de um dedo de óleo, eu uso de girassol – funciona também com algo mais leve, mas não fica tão crocante. O óleo deve estar bem quente, se você jogar um pedacinho de farinha e ele chiar, pode começar.
5. Pegue cada fatia de abobrinha, passe primeiro pela farinha, para cobrir bem, depois mergulhe no ovo batido (eu insisto para não escorrer o ovo, deve estar bem coberta, caso contrário, a crosta fica meio fina). Em seguida, coloque diretamente na frigideira, não hesite, pois gruda.
6. Não encha a frigideira de uma vez, deixe espaço, caso contrário, não forma crosta, apenas cozinha. Deixe por cerca de 2-3 minutos de cada lado ou até que fiquem douradas. Eu viro com um garfo, não com a espátula, pois acho que a textura fica melhor.
7. Retire e coloque sobre um papel toalha, para absorver o excesso de óleo. Deixo lá enquanto corto a próxima abobrinha, se fizer mais de uma leva.
Se você não tiver farinha branca, pode usar farinha integral, mas não fica tão fina. Sobre os ovos – se você não tiver dois, coloque um grande, ou três pequenos, não é um problema. Não recomendo o azeite aqui, já tentei e ficou um gosto meio amargo, mas cada um com suas preferências. Para fazer um menu completo com eles: sirva ao lado de uma salada de tomates com um pouco de alho e queijo, eventualmente acrescente batatas cozidas ou até mesmo um arroz simples. E para quem quer elevar o nível, você pode fazer um molho de iogurte com alho e endro, fica muito bom. Quanto à bebida, uma cerveja gelada combina, mas uma limonada também vai bem (se você se preocupa com o fígado, sabe como é...).
Variações? Já tentei com zucchini, embora não haja grandes diferenças, apenas na textura. Você pode adicionar uma pitada de páprica ou até mesmo salsa picada no ovo, para um toque de cor. Se quiser que fiquem mais crocantes e que a crosta dure mais, pode passar também pela farinha de rosca depois do ovo – não é clássico, mas é gostoso. Alguns também usam queijo ralado sobre as abobrinhas quentes, mas não me agrada, parece que amolece.
Elas combinam melhor como aperitivo, em uma refeição leve, com salada ao lado, ou em uma refeição maior, como acompanhamento de carne ou peixe. Já vi alguém que as colocou em hambúrgueres, então também dá para fazer assim. Mas ainda simples, com sal e algum molho refrescante, parece que combinam melhor.
Perguntas que as pessoas costumam me fazer:
– O que faço se as abobrinhas saírem moles, e não crocantes? Geralmente, se a fatia estiver muito fina ou se o óleo não estiver quente o suficiente, não forma uma boa crosta. Eu sempre verifico o óleo antes.
– Posso fazê-las no forno, em vez de fritas? Sim, você pode, mas não ficam tão crocantes, precisa untá-las bem com óleo e colocá-las sobre papel manteiga, no forno pré-aquecido a 200 graus, por cerca de 20-25 minutos, virando na metade.
– Funciona com abobrinhas congeladas? Melhor não, ficam muito moles, não formam crosta. Se você só tiver essas, deixe-as escorrer bem e seque, mas ainda assim não é a mesma coisa.
– O que faço se a crosta grudar na frigideira? Ou a frigideira é ruim, ou você não colocou óleo suficiente, ou não aqueceu bem o óleo. Eu já passei por isso, troquei de frigideira e resolveu.
– Podem ser feitas sem ovo? Mais difícil, mas já vi versões com farinha de grão-de-bico e água, fica uma pasta que você usa para cobrir as abobrinhas antes de fritar. Não é a mesma coisa, mas se você tem alergia ou não consome ovos, é uma opção a ser testada.
Valores nutricionais? Para uma porção média (cerca de 250 g de abobrinha, dois ovos, uma colher de farinha e cerca de 20 ml de óleo absorvido), você chega a cerca de 250-300 calorias, com poucas gorduras (se você escorre bem o óleo), proteínas dos ovos, alguns carboidratos da farinha, fibras da abobrinha. Não é uma bomba calórica se você não exagerar no óleo e não colocar muito sal. Você pode reduzir o óleo fazendo no forno, mas perde na textura, e se quiser algo ainda mais leve, pode tentar sem farinha, apenas com ovo, mas não gruda tão bem. A abobrinha é leve, tem muitas fibras e água, então está ok mesmo se você se preocupa com a silhueta. O sal deve ser limitado se você tiver problemas de pressão, caso contrário, não tem muito a questionar.
Como conservar? O ideal é comer fresco, mas se sobrar, coloco os pedaços frios sobre um guardanapo em um recipiente e guardo na geladeira por no máximo dois dias, não mais, pois ficam moles. Para reaquecer, não há como trazê-los de volta à crocância original, mas você pode colocá-los na frigideira, sem óleo, para aquecer levemente ou no forno por alguns minutos sobre papel manteiga, para que fiquem um pouco mais crocantes. No micro-ondas ficam moles, não encontrei uma solução melhor.
Ingredientes, sem filosofia:
– Abobrinha – o ingrediente principal, dá a textura e o sabor, se for crua e fresca, tudo fica melhor
– Ovos – ligam a crosta, também dão um pouco de saciedade e sabor
– Farinha – forma a crosta, sem ela o ovo não gruda uniformemente
– Sal, pimenta – temperam, não pule essa parte, mas também não exagere
– Óleo – apenas para fritar, não absorva demais se escorrer sobre o guardanapo
Ingredientes: uma abobrinha verde 2 ovos uma colher de sopa de farinha sal, pimenta
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