Bolo de Amêndoa Fracassado (de Quaresma)

Deserto: Bolo de Amêndoa Fracassado (de Quaresma) | Descubra receitas simples, saborosas e fáceis para a família | YUM

Meu primeiro bolo Amandina vegano foi... vamos dizer que não foi um fracasso total, mas claramente não saiu como eu queria. Fiz às pressas, na última hora, com convidados em casa e realmente estava com vontade de algo doce, mas que fosse vegano, para que todos pudessem comer sem discussões. Queimei o açúcar, misturei a margarina mais com nervos do que com batedor, e aquela cobertura, eu juro, na primeira tentativa saiu algo entre pudim e um molho de chocolate ralo. Mas a cada tentativa fui ajustando a receita, aprendi o que não funciona e, principalmente, o que funciona, e agora eu faria esse bolo a qualquer momento, de olhos fechados. Ainda acho engraçado que, após tantas experiências com chantilly, ovos e outras bombas calóricas, o bolo mais pedido da família continua sendo esse, sem nada de origem animal. Faço principalmente durante a quaresma, mas saibam que ele também é ótimo fora desse período, ninguém reclama.

Leva cerca de duas horas no total, mas não se assustem, rende umas 10-12 porções bem servidas. A dificuldade – nem sei o que dizer, para quem já fez um bolo na vida, é tranquilo. Não é uma arte, só precisa respeitar algumas coisas.

Eu sempre volto a essa receita porque é nutritiva, chocolatuda e, acreditem, ninguém percebe que é vegana se você não contar. Além disso, não preciso de ingredientes sofisticados, tenho quase tudo que preciso na despensa. E combina com qualquer ocasião: aniversários, café com amigos, quando você quer impressionar alguém com algo “complicado” e a noite te pega na cozinha. Não é exigente com os ingredientes, não precisa de batedeira, nem forno a vapor e nem mesmo de paciência de ferro – embora, na minha opinião, se você não deixar descansar pelo menos algumas horas, não fica tão bom.

Vamos lá, vou contar como faço, com todas as minhas escapadas:

1. A Massa

Coloco a frigideira na mesa, não no fogão, porque não estou fazendo panquecas. Em uma tigela grande – não economizem no tamanho, senão vocês vão sujar toda a bancada – misturo todos os ingredientes secos: farinha (3 xícaras, eu meço da forma tradicional, com a xícara de 250 ml), açúcar, fermento em pó (duas embalagens, não uma, nem mais), bicarbonato (cerca de uma colher rasa), uma pitada generosa de sal (o sal realmente faz diferença em qualquer massa com cacau, senão fica sem gosto), cacau (aquele bem escuro, não o marrom claro e lavado). Para o cacau não meço em gramas, coloco um pacote inteiro, cerca de 80 g.

Misturo bem, não tem necessidade de peneirar, mas não deve ficar com grumos de cacau, senão fica feio no final.

Separadamente, coloco duas xícaras de água, meia xícara de óleo (qualquer um, óleo de girassol funciona perfeitamente), cerca de 20 ml de vinagre (uma garrafinha pequena do mercado dura meses na minha despensa), e despejo os líquidos sobre os secos. Aqui vem a parte: não misturem demais, nem de menos. O suficiente para não ficar com bolotas, mas também não deve ficar como uma cola. Se insistirem demais, a massa sai pesada e densa.

Despejo toda a mistura em uma forma redonda de 25 cm, forrada com papel manteiga – senão gruda e vocês vão sofrer à toa para tirar o bolo bonito. Preaqueço o forno – aqui eu nunca pulo essa etapa, quem diz que funciona com o forno frio ou é sortudo, ou não se importa com bolos. Coloco a forma no meio, a 180 graus (ou fogo médio, no fogão comum), por cerca de 30 minutos. Para mim, fica entre 28-33 minutos, para ser sincero. Faço o teste do palito, se sair limpo, está pronto, não tentem assar demais, senão o bolo seca.

Tiro o bolo, deixo esfriar completamente. Idealmente, deixo de um dia para o outro – se estou com pressa, coloco na varanda, mas não forcem com o refrigerador, pois ele encolhe de forma estranha.

2. A Calda

Essa é a minha parte favorita e onde eu cometi meu primeiro erro, quando queimei o açúcar. Agora faço assim: coloco 100g de açúcar em uma panela seca, caramelizo em fogo baixo, não estou com pressa, não mexo muito cedo, só movimento pelas alças até ganhar uma cor âmbar. Quando está pronto, despejo de uma vez duas xícaras de água fria (faz um barulho que assusta o gato, não se alarmem), depois coloco baunilha (cerca de 20g, ou um pacote, ou o que vocês tiverem), além de uma garrafinha inteira de essência de rum. É muito, mas para mim não pode faltar rum nas sobremesas.

Deixo ferver para derreter todo o caramelo, desligo o fogo e deixo de lado para esfriar. Essa calda eu uso bastante, tanto para savarinas veganas quanto para outros bolos.

3. O Creme

Essa é a parte mais problemática para mim, confesso. Não suporto cremes granulados, então insisto em misturar bem. Uso 400g de margarina Rama em temperatura ambiente – atenção, não derretida, nem gelada, deve estar macia. Coloco no mixer e bato com 250g de açúcar de confeiteiro, além de três pacotes de açúcar baunilhado (sempre tenho em casa, quem não tiver, pode usar uma colher de sopa de essência de baunilha, mas não é a mesma coisa). Bato até o açúcar derreter completamente, senão vocês vão ouvir o barulho nos dentes no final, horrível.

Para a parte do cappuccino: três pacotinhos, misturados com uma colher rasa de café instantâneo (também pode ser café forte que sobrou, se tiver), além da garrafinha de essência de rum. Coloco bastante, senão parece sem graça. Bato tudo até virar espuma, mas não deixo bater demais, para não talhar o creme. Se, por acaso, vocês não estiverem com vontade de bater tanto ou não gostam de margarina, podem fazer com um pudim de cacau, preparado com leite vegetal, mas não é exatamente a mesma história – essa é a versão “se não estou a fim de margarina”.

4. A Cobertura

Na cobertura, eu também me compliquei muito no começo, porque não queria algo que rachasse ou escorresse. O que faço agora: coloco 500 ml de leite de soja para ferver, separadamente misturo três colheres de açúcar com um pacote de pudim de chocolate e cerca de cinco colheres de leite de soja (frio). Quando o leite está quase fervendo, despejo a mistura do pudim e mexo sem parar, para não formar grumos. Retiro do fogo quando engrossa, não deixo muito tempo, pois endurece demais ao esfriar e não escorre bonito.

Montagem

Sempre corto o bolo no dia seguinte, depois que esfriou bem. Isso é, quanto mais descansado, mais bonito fica ao cortar. Separo horizontalmente, com uma faca longa e bem afiada – não com fio dental, pois nunca funcionou para mim. Cada parte eu umedeço com a calda fria, para pegar bem o sabor. Espalho o creme entre as camadas, não muito fino, mas também não deve escorrer, e coloco a parte de cima por cima. Gosto de limpar as bordas para não ficarem sobras ou áreas queimadas.

Despejo a cobertura por cima, aliso rapidamente com uma espátula ou faca, eventualmente guardo algumas colheres de creme para decorar. Coloco algumas cerejas em cima, se tiver vontade, e com um saco de confeitar improviso algumas formas, mas sinceramente, esse bolo é bom até com uma aparência mais rústica, ninguém reclama.

Dicas e Substituições

Se vocês querem outro sabor, experimentem com essência de amêndoas, fica surpreendentemente bom, mas não com limão, pois não combina. Quem não suporta margarina, pode usar creme de nozes, também vegano. Quer uma calda mais intensa? Adicione uma colher de café ao caramelizar. Sem cacau, não tentem, não é Amandina. Para a cobertura, se estiverem com pressa, podem usar chocolate vegano derretido com um pouco de água e açúcar, mas o pudim dá uma aparência brilhante e cremosa.

Ao lado desse bolo, combina claramente um café forte, até mesmo um duplo. Já experimentei com chá preto, mas não é a mesma coisa. Para um menu completo, eu o colocaria após uma sopa cremosa de lentilha e algumas almôndegas veganas – é a sobremesa perfeita para uma grande refeição, não para uma sobremesa individual.

Variações

Quer dar uma aparência de bolo de forma? Faça a massa em uma forma retangular, corte em quadrados e glaceie cada pedaço separadamente. Para crianças pequenas, você pode omitir o café e cappuccino e colocar em vez disso farinha de alfarroba e um pouco de essência de baunilha. Uma vez, experimentei colocar entre as camadas um punhado de nozes picadas – fica mais crocante, mas não é do gosto de todos. Se não estiver a fim de cobertura de pudim, faça um ganache rápido com leite vegetal, cacau e açúcar.

Com o que combina melhor

Vai bem em qualquer mesa de família ou aniversário. Sempre o vejo em grandes travessas, ao lado de outros bolos veganos – brownie, croissants, bolo simples com geleia. Sinceramente, em casa ele agrada tanto crianças quanto adultos. Combina super bem com frutas ácidas – cerejas, groselhas, até mesmo framboesas, se você quiser cortar um pouco da doçura do creme.

Perguntas Frequentes

O que faço se a massa sair muito densa?
Significa que ou você colocou farinha demais, ou misturou demais após adicionar os líquidos. Tente misturar apenas o suficiente para unir tudo. Se mesmo assim você tiver um bolo um pouco pesado, não se desespere – umedeça bem e deixe algumas horas para absorver os sabores. Fica ainda melhor assim, não parece que não cresceu como nos comerciais.

Posso usar outro tipo de leite vegetal para a cobertura?
Sim, qualquer um serve: leite de amêndoa, de aveia, de arroz. Atenção, no entanto, pois alguns, especialmente o de coco, dão um sabor diferente e podem não combinar perfeitamente com o creme de rum e cacau. Eu gostei mais com leite de soja clássico.

Posso fazer o creme sem margarina?
Se você não quer margarina, pode preparar um pudim de chocolate com leite vegetal, talvez com amido ou farinha de arroz, e misturá-lo com um pouco de geleia azeda no final. Não terá a mesma consistência espumosa, mas é mais leve e serve para quem evita gorduras processadas.

Quanto tempo dura o bolo depois de pronto?
Se você mantiver na geladeira, em uma caixa fechada, dura sem problemas de 3 a 4 dias. A massa tende a absorver toda a calda após o primeiro dia, e o creme não endurece como nos bolos clássicos, então não há motivos para pânico. Eu deixo também à temperatura ambiente por 4-5 horas, sem problemas.

É adequado para pessoas com intolerância ao glúten?
Não na receita original, mas se você usar farinha sem glúten (e verificar todos os outros ingredientes – fermento em pó, pudim, etc.), funciona assim também. A massa não terá a mesma “estrutura” fofa, mas com calda e creme fica bom.

O que faço se a cobertura de pudim endurecer demais?
Se endureceu demais, coloque algumas colheres de leite vegetal, aqueça um pouco em fogo baixo e mexa para afinar. Na minha segunda tentativa, estava quase na consistência de gelatina – refiz rapidamente com um pouco de líquido e funcionou.

Valores Nutricionais (aproximados)

Não costumo contar calorias, mas se isso é uma preocupação, esse bolo chega a cerca de 350-400 kcal por fatia (se você cortar em 12). Tem cerca de 60% de carboidratos, o restante é gordura (da margarina e do óleo), e poucas proteínas – não se enganem, não é uma sobremesa “leve”, mas ainda assim não tem colesterol e nem laticínios ou ovos. É mais adequado para quem evita produtos de origem animal ou para a quaresma, mas não exageremos: continua sendo uma sobremesa, não a consuma diariamente. A vantagem é que não tem ingredientes caros ou difíceis de digerir, então serve também para crianças maiores ou idosos, com a ressalva de não dar muito a quem tem diabetes, é bem doce.

Como conservar e reaquecer

O melhor é armazená-lo na geladeira, em uma caixa ou coberto com filme plástico. Não seca facilmente, e na verdade fica melhor no dia seguinte, especialmente bem umedecido. Se, no entanto, a cobertura endureceu, você pode aquecer uma fatia por 5-10 segundos no micro-ondas, mas atenção, o creme pode derreter. Prefira deixá-lo à temperatura ambiente antes de servir, fica melhor.

Ingredientes + função de cada um

Farinha – base da massa, dá estrutura e consistência.

Açúcar – para adoçar, mas também ajuda a dourar a massa.

Fermento em pó + bicarbonato – agentes de crescimento, para que a massa não fique como um tijolo.

Sal – não pule, realça o cacau e aprofunda os sabores.

Cacau – para o gosto autêntico de chocolate, senão não é Amandina, é pão de ló.

Água – o líquido que une tudo e ativa os agentes de crescimento.

Óleo – a gordura que torna a massa úmida e macia, evitando a textura de papelão.

Vinagre – não altera o sabor, ajuda na reação com o bicarbonato para uma massa fofa.

Açúcar caramelizado para a calda – dá sabor e ajuda a manter a umidade na massa.

Baunilha e rum – as essências que dão a assinatura aromática ao bolo.

Margarina – essencial para o creme clássico vegano, dá volume e textura aerada.

Açúcar de confeiteiro e baunilha – para o creme espumoso, se incorpora mais rápido.

Cappuccino e café – dão profundidade e “adultizam” o sabor do creme, mas podem ser omitidos para crianças.

Pudim de chocolate, leite de soja e açúcar para a cobertura – uma cobertura levemente cremosa que não racha ao esfriar.

Se no início fui rico em palavras, tentarei ser mais breve na descrição do preparo. Misturei os ingredientes secos (da massa) até que se homogenizassem e, separadamente, preparei a solução de água, óleo e vinagre, que despejei na mistura seca e misturei até que tudo estivesse perfeitamente homogêneo. A massa obtida coloquei em uma forma redonda (25 cm), na qual já havia colocado papel manteiga. Preaqueçi o forno e, em seguida, coloquei a massa para assar (no meio do forno) para o bolo. O tempo de assar foi de 30 minutos, de qualquer forma, o palito é útil, nunca mente. Enquanto isso (enquanto a massa assava), fiz a calda pelo método bem conhecido de açúcar caramelizado e diluído em água, ao qual adicionei essência de rum. Tenho uma garrafinha inteira porque gosto muito do aroma da essência. Como a calda ficou pronta muito rápido, rapidamente comecei a terminar o creme. Coloquei a margarina de antemão no aquecedor, então estava perfeita para misturar com os outros ingredientes mencionados. A margarina não deve estar derretida, caso contrário, não se cria o volume necessário (como uma espuma mais densa) que o creme precisa. Cortei a massa no dia seguinte, assim é recomendado. Cortei e umedeci, depois coloquei o creme em uma das partes obtidas após o corte. Coloquei sobre o creme o segundo bolo (também umedecido) e limpei as bordas do bolo das partes menos estéticas (da assadura). Digo isso porque não existe perfeição em lugar nenhum, mesmo que em muitas fotos deste mundo pareça que foram feitas por mãos extraterrestres. Mas se corta na montagem. :)) Fiz a cobertura (como disse na introdução, mais como um pudim) misturando três colheres de açúcar, um pacote de pudim, 5 colheres de leite de soja que adicionei a 0,5 l de leite de soja fervido. Decorei o bolo com o creme obtido, usei um saco de confeitar para algumas formas de creme e cerejas em calda. Bom apetite! O creme para a massa (pois tem muita margarina) deve ser bem misturado, caso contrário, o açúcar não se incorpora corretamente. Como não tinha à mão algo para o jejum, usei um creme de pudim que preparei com leite de soja. Não é uma verdadeira delícia, mas eu precisava dar ao bolo uma aparência. :D

 Ingredientes: Para a massa 3 xícaras de farinha 1.5 xícaras de açúcar 2 pacotes de fermento 1 colher de sopa de bicarbonato uma pitada de sal 1 pacote de cacau (cerca de 80 gramas) 2 xícaras de água 0.5 xícara de óleo 20 gramas de vinagre Calda 100 gramas de açúcar 20 gramas de baunilha 1 frasco de essência de rum Creme 400 gramas de margarina 250 gramas de açúcar de confeiteiro 3 pacotes de açúcar baunilhado 3 pacotes de cappuccino 1 colher de sopa de café 1 frasco de essência de rum Cobertura 0.5 litros de leite de soja 3 colheres de sopa de açúcar 1 pacote de pó para pudim

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Bolo de Amêndoa Fracassado (de Quaresma)
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