Peixe frito como em CASA DA MAMÃE
Hoje percebi que estou com uma vontade danada de peixe frito, mas não qualquer peixe, e sim como minha mãe fazia, com polenta quente e alho o suficiente para te manter saudável por uma semana. Não sei o que me deu, porque normalmente não tenho vontade de fritar peixe numa quinta-feira, mas hoje, quando procurei algo no congelador e encontrei um bom carpa que meu marido deixou, imediatamente visualizei a frigideira diante dos meus olhos. Não sei quem consegue resistir à crosta crocante de fubá e aquele cheiro de peixe que, mesmo que entre nas cortinas, parece que te dá vontade toda vez.
Tempo? Eu diria que não é uma receita que te mantém muito tempo na cozinha, se você já tiver o peixe limpo e cortado, leva cerca de 15-20 minutos com tudo, incluindo a fritura e a polenta. Se for sua primeira tentativa, pode ser que demore mais, mas depois de duas vezes você já sabe exatamente o que fazer. Essas quantidades são suficientes para duas ou três porções, depende de quão famintos vocês estão e quanto de polenta você serve ao lado. Dificuldade? Nunca ouvi ninguém dizer que não conseguiu, só não se apresse na hora de virar.
Sinceramente, acho que faço essa receita umas duas vezes por mês. É claramente uma das coisas que nunca sairá de moda na minha casa. Quase sempre tenho peixe no congelador, porque meu marido adora pescar, e se não for carpa, é tilápia ou carás, então sempre aparece uma frigideira com peixe frito. Além de ser rápido, não exige ingredientes difíceis de encontrar. Além disso, é aquela comida que reúne todo mundo à mesa, não sobra nada no final.
1. Primeiro, cuido do peixe. Retiro as postas do congelador com antecedência para descongelar, lavo bem sob água corrente, não fico muito tempo na pia porque não gosto que a pele fique mole. Corto o peixe em pedaços menores, mais ou menos do tamanho de dois dedos, não muito grossos nem muito finos, para pegar a crosta mas não secar no meio. Seque um pouco com um guardanapo, não sei por que, mas aprendi na família que assim a farinha adere melhor.
2. Sal – não economizo. Esfrego cada pedaço com sal, não muito antes de fritar, porque ele solta água e fica mole. Faço isso assim que começo a empanar. Alguns adicionam pimenta ou outras especiarias, mas em casa, vai simples, só com sal.
3. O fubá. Coloco o fubá em um prato fundo, não misturo com farinha porque não gosto de crosta muito grossa, mas se você gosta, pode adicionar farinha. Coloco os pedaços de peixe um a um, empano bem para que não fique nenhuma parte sem fubá, sacudo levemente para não fazer sujeira pela cozinha (confesso que às vezes faço sujeira de qualquer forma).
4. Aqueço uma frigideira maior, coloco óleo até cobrir cerca de dois dedos. Quando você vê que começa a chiar ao adicionar um pouco de fubá, está pronto. Não coloco o peixe na frigideira muito cedo, já aconteceu uma vez de tudo grudar e o sabor não era lá essas coisas. A frigideira deve ter bastante óleo, não apenas o suficiente para untar o fundo. Não é dietético, mas também não faço isso todos os dias.
5. Coloco o peixe na frigideira, não a encho completamente, para poder virá-lo facilmente. Em fogo médio, não muito alto, para não queimar por fora e ficar cru no meio. Deixo por 3-4 minutos de cada lado, até ficar dourado e crocante – não tiro antes, porque não gosto de peixe semi-cru. Viro com uma espátula larga ou duas garfadas, com cuidado, para não desmanchar. Retiro para um prato com guardanapos, para absorver o óleo.
6. Paralelamente, começo a fazer a polenta. Isso não consigo medir em gramas ou colheres, faço no olho e pelo toque. Coloco água para ferver com um pouco de sal, depois adiciono o fubá aos poucos, mexendo com um batedor de madeira como minha mãe fazia. Fogo baixo, mexo frequentemente, por cerca de 10-15 minutos. Nem muito dura, nem muito mole, para que você possa cortar em fatias se quiser.
7. Por último, o molho de alho. Não complico, 3-4 dentes de alho amassados, sal, um pouco de água, e no final um pouco de óleo e, se tiver vontade, coloco um pouco de suco de limão ou vinagre. Misturo até formar uma pasta esbranquiçada. Alguns colocam salsinha ou endro, mas eu não coloco, mas fica bom.
Se você quiser mudar algo, pode usar qualquer tipo de peixe: carás, tilápia, lucioperca, até mesmo cavala, embora não tenha o mesmo charme, mas para quem não tem, serve assim mesmo. Já tentei fazer com filé de peixe, mas não gosto da textura, parece que falta algo se não tiver pele ou um pouco de gordura. Na polenta, você pode adicionar um pouco de manteiga no final, se quiser que fique mais cremosa. Se quiser um menu completo, depois do peixe e da polenta, uma salada de repolho ou alguns pepinos em conserva combinam bem. Para beber, aqui em casa vai uma cerveja gelada, mas meu pai sempre dizia que também combina com um copo de vinho branco seco.
Se você não tiver fubá, pode passar o peixe na farinha simples, mas não fica tão crocante. Já vi alguns que usam farinha de rosca, mas não gosto, tem outro sabor, faz uma crosta muito grossa e queima mais rápido. O melhor óleo é o de girassol, não frito com outro, porque muda o sabor. Você pode usar uma frigideira de ferro se tiver, é até melhor do que uma fina, pois assa uniformemente. E se você quiser experimentar outro molho de alho, pode adicionar iogurte, fica mais suave.
O peixe frito combina melhor com polenta quente, molho de alho e talvez um pouco de queijo salgado ao lado. Se você tiver uma salada simples de repolho ou tomates, você é chique. Também combina com batatas cozidas, mas parece um desperdício, com polenta é outra história.
Uma boa alternativa é assá-lo no forno, se você não quiser o cheiro de fritura. Já tentei – o peixe é passado no fubá e colocado em papel manteiga, o óleo é aplicado com um pincel. Não fica tão crocante, mas é mais leve para quem não quer muito óleo. Para quem está de dieta, também dá para fazer na grelha com um pouco de sal e alho, mas não espere o mesmo sabor. Às vezes, coloco um pouco de páprica doce no fubá, dá uma cor bonita. Se você quiser, pode fazer um molho de creme de leite com alho em vez de molho de alho, é outra coisa, mas não para os tradicionalistas.
Nesta refeição, também vai bem uma pimenta para quem tem coragem, ou alguns pepinos em conserva, que cortam a gordura. Já fiz também com salada de beterraba, mas confesso que não é minha combinação favorita. Se for dia de jejum, você pode experimentar o peixe com uma salada de feijão verde cozido com alho e vinagre, assim você não se sente tão culpado.
Perguntas que recebi (ou que me fiz na primeira vez):
Como eliminar o cheiro de peixe da cozinha?
Não dá para escapar completamente, essa é a realidade. Mas dá para ferver uma panela com água e um pouco de suco de limão ou vinagre no fogão depois de fritar. Alguns deixam vinagre em uma tigela na bancada da cozinha. Ou você pode ligar o exaustor desde o início, com a janela entreaberta, e pronto, depois de duas horas não se sente mais tanto.
O que fazer se o peixe grudar na frigideira?
Se a frigideira for velha, não há muito o que fazer. Eu aqueço bem o óleo antes de colocar o peixe. E não o viro antes que a crosta esteja formada – se você forçar muito cedo, ele se quebra e gruda. O melhor é ter uma frigideira de ferro ou uma com bom antiaderente.
Posso usar peixe congelado?
Sim, mas deve estar bem descongelado antes e você deve secá-lo com um guardanapo, para não ter água, ou vai espirrar e fazer sujeira na frigideira. Não coloque o peixe congelado diretamente na frigideira, porque não vai sair nada bom.
Que tipo de óleo é melhor?
O óleo de girassol é o melhor para frituras, não muda o sabor do peixe. Já fiz uma vez com óleo de oliva, não gostei nem um pouco, e também não é bom com banha, muda o aroma.
Que tipo de fubá é melhor?
Eu uso fubá normal, nem muito fino, nem muito grosso. Se você tiver fubá muito fino, não forma crosta. Já experimentei com fubá instantâneo, não gostei, parece que fica muito “mole”.
Como conservo e reaqueço o peixe frito?
Se sobrar (muito raro aqui), deixo esfriar bem, depois coloco na geladeira em um recipiente com tampa. Para reaquecer, o melhor é no forno, sobre papel manteiga, por cerca de 10 minutos a 180°C, fica crocante de novo. No micro-ondas não recomendo, fica mole e oleoso. A polenta também se conserva na geladeira, mas a melhor é a fresca, sinceramente.
Valores nutricionais – raramente olho para eles, mas sei que não é algo leve, especialmente com fritura em óleo. Se você tem uma porção de cerca de 200g de peixe frito (com crosta), tem entre 250-300 kcal, talvez até mais se absorver óleo. As proteínas são cerca de 30g, as gorduras podem ser de 15-20g, especialmente se você não deixar o óleo escorrer bem. Os carboidratos do fubá são poucos, mas se você também servir polenta, adiciona mais 20-30g. O molho de alho não tem muitas calorias, a não ser que você adicione mais óleo. Não é uma comida de dieta, claro, mas também não é uma bomba calórica se você não fizer porções enormes. O peixe em si é super saudável, contém Omega 3, minerais, vitamina D. A polenta traz carboidratos complexos, que são melhores do que pão, eu diria. O óleo é a única coisa mais problemática, por isso tento não exagerar.
Reaquecimento – mais uma vez, se sobrou peixe, deixe chegar à temperatura ambiente por 10-15 minutos, depois coloque no forno, não no micro-ondas. Se sobrou polenta, você pode cortá-la em fatias, grelhá-las na grelha ou frigideira seca, fica uma delícia, serve até como “pão”. O molho de alho se conserva por no máximo um dia, depois disso não gosto mais. Na verdade, aqui em casa raramente sobra algo depois dessa refeição.
Ingredientes – não são muitos e nem complicados:
Carpa (ou outro peixe, cerca de 700-900g para duas a três porções) – carne saborosa, não muito seca, pode ser carás, tilápia, lucioperca, até mesmo cavala se não tiver outra coisa
Fubá (10-15 colheres) – para a crosta, faz a diferença, outra textura, outro sabor
Sal – realça o sabor do peixe, ajuda na crosta
Óleo para fritar (girassol) – fritura uniforme, dá aquela textura crocante que todos nós gostamos
Para a polenta: água, sal, fubá (cada um a olho e conforme o costume)
Para o molho de alho: 3-4 dentes de alho, sal, água, um pouco de óleo, opcional suco de limão ou vinagre (para quem quiser)
Lavei o peixe, cortei em pedaços, passei na farinha de milho e fritei em óleo quente. Virei dos dois lados e deixei fritar bem, pois gostamos mais crocante. Tirei sobre toalhas de papel. Fiz polenta e um molho de alho... e aqui está. Mais simples que isso. Bom apetite!!!! Também pode-se usar outro tipo de peixe.
Ingredientes: carpa 800 g 10-15 colheres de sopa de creme azedo sal óleo para fritar
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