Vinho caseiro
Vinho caseiro tinto ou branco, preparado de forma simples, sem equipamentos sofisticados
Quando chega o outono e as uvas estão maduras, todos nos mobilizamos para a colheita, especialmente quando temos a sorte de um bom tempo nas vinhas. Usamos o que temos por perto, não nos complicamos com métodos industriais e preferimos saber exatamente de onde vem o vinho que bebemos o ano todo. A maior parte do trabalho é feita em família, cada um sabe o que tem que fazer.
Informações rápidas
tempo total: 2-3 semanas para fermentação + 45 dias para clarificação
tempo efetivo de trabalho: 5-7 horas, em várias etapas
porções: aproximadamente 50 litros de vinho para um garrafão cheio
dificuldade: média (requer atenção aos detalhes e algum esforço físico)
tipo de receita: conservação, temporada de outono
Ingredientes
uvas bem maduras, preferencialmente de várias variedades (brancas ou tintas, conforme disponível)
açúcar: no máximo 3 kg para 50 litros de mosto (máximo 4 kg se as uvas forem muito ácidas)
metabisulfito de potássio: 15 g para 50 litros de vinho (ou conforme instruções da embalagem)
equipamentos: esmagador de uvas, barris, garrafões de vidro, baldes, peneira/grande coador, mangueira de aproximadamente 1 metro, garrafas plásticas de 5-10 litros, fita de tecido para amarrar, espátula para misturar, vara para puxar o vinho
Modo de preparo
1. Colheita e seleção das uvas
As uvas são colhidas quando estão bem maduras, ou seja, quando as bagas se rompem facilmente ao toque. Os cachos são separados e limpos das hastes. As bagas danificadas ou mofadas são descartadas. É importante usar apenas uvas saudáveis.
2. Esmagamento
Coloque as uvas no esmagador, esmague-as e deixe o mosto escorrer para os barris junto com a polpa. Se você não tiver um esmagador, pode usar outros métodos, mas será mais difícil obter o mosto.
3. Separação do mosto
Não deixe o mosto em contato com o bagaço (restos de polpa e cascas). O mosto deve ser coado imediatamente, com a ajuda de uma peneira grande ou coador, diretamente nos baldes. Pressione bem as bagas na borda do barril para extrair o máximo de líquido.
4. Adoçamento
À medida que você coleta o mosto nos baldes, adicione o açúcar. O ideal é dissolvê-lo diretamente no mosto, mexendo bem com uma espátula ou colher grande. Não coloque mais de 3 kg de açúcar para 50 litros de mosto, a menos que as uvas sejam muito ácidas (nesse caso, pode ir até 4 kg).
5. Transferência para os garrafões
Despeje o mosto nos garrafões de vidro, deixando um espaço livre na parte superior (não encha até a borda), para que o mosto tenha espaço para fermentar sem transbordar.
6. Preparação da fermentação
Pegue garrafas plásticas limpas (5-10 litros) e encha-as até a metade com água fria. Corte pedaços de mangueira (cerca de 1 metro) para cada garrafão. Uma extremidade da mangueira deve ser mergulhada na garrafa com água (deve estar bem submersa), enquanto a outra extremidade é colocada na boca do garrafão, sem tocar no líquido. Prenda a mangueira no pescoço do garrafão com tiras de tecido, para que o ar não entre no garrafão.
7. Fermentação
Deixe os garrafões em temperatura ambiente. Em 1-2 dias, a fermentação começa; você verá bolhas de CO2 saindo pela mangueira e se rompendo na água da garrafa. Preste atenção ao local de armazenamento: não entre em ambientes fechados onde o vinho está fermentando, sem ventilar bem antes (o dióxido de carbono acumulado pode ser perigoso).
A fermentação dura de 2 a 3 semanas, dependendo de quão quente está o ambiente. Ela termina quando você não vê mais bolhas de gás na extremidade da mangueira na garrafa.
8. Selagem
Quando a fermentação estiver completa, retire a mangueira e os panos do garrafão. Feche a boca do garrafão hermeticamente, seja com uma rolha de cortiça ou amarrando bem com fita de tecido. A partir deste momento, não mexa no vinho por 45 dias.
9. Trasfega do vinho (clarificação)
Após os 45 dias, transfira o vinho cuidadosamente para outros garrafões limpos, usando uma mangueira ligada a uma vara. A extremidade da vara deve ser inserida no garrafão mais fundo do que a mangueira (cerca de 3 cm), para que apenas a vara toque na levedura no fundo, enquanto a mangueira pega apenas o vinho claro. Tenha cuidado para não perturbar a levedura.
10. Tratamento para conservação
Para evitar a oxidação e para clarificação, adicione 15 g de metabisulfito de potássio a 50 litros de vinho, conforme as instruções da embalagem. Misture bem.
11. Armazenamento do vinho
O vinho deve ser mantido em garrafões quase cheios (no máximo dois dedos livres na boca). Se você tiver menos vinho, transfira-o para recipientes menores, para que nunca haja um garrafão meio vazio.
Por que faço a receita com frequência
O vinho preparado desta forma permanece claro, sem sabores ou odores desagradáveis. É fácil controlar o processo e não dependemos de aditivos comerciais ou outras substâncias. Não oxida se você seguir a ordem dos passos e permanece bom para consumo por muitos meses.
Dicas e variações
Dicas
Não misture uvas mofadas ou danificadas no mosto.
Limpe bem os utensílios antes de cada etapa.
A fermentação ocorre melhor em temperaturas constantes, não muito frias.
Evite expor o vinho ao ar.
Não abra os garrafões antes do tempo, você corre o risco de oxidar.
Substituições
Não há muitas opções – o açúcar pode ser reduzido se as uvas forem doces, mas não elimine completamente. O metabisulfito pode ser encontrado em lojas especializadas; não use substitutos.
Variações
As uvas podem ser misturadas – brancas com tintas, conforme a preferência. Você pode usar apenas uma variedade, mas o sabor será mais simples.
Ideias de serviço
O vinho é consumido puro, simples ou à mesa, conforme a preferência. Não recomendo transformá-lo em outras preparações, pois é pensado para ser bebido fresco ou amadurecido em casa.
Perguntas frequentes
1. Posso fazer vinho sem metabisulfito de potássio?
Você pode, mas há o risco de o vinho oxidar ou fermentar de forma descontrolada. O metabisulfito ajuda a manter a estabilidade e a clareza.
2. Com que rapidez o mosto deve ser transferido do barril?
Imediatamente após o esmagamento. Não deixe o mosto em contato com o bagaço, caso contrário, pode adquirir um gosto desagradável ou fermentar de forma caótica.
3. Posso adicionar mais açúcar para um vinho mais doce?
Não recomendo ultrapassar 3-4 kg para 50 litros, caso contrário, a fermentação pode parar ou você obterá um vinho difícil de beber.
4. O que faço com os restos das uvas?
Os restos (bagaço) após a prensagem podem ser usados para aguardente ou compostagem.
5. É seguro fazer vinho em um apartamento?
A fermentação produz muito CO2. Se você não tiver um espaço bem ventilado, não deixe os garrafões dentro de casa.
Valores nutricionais (estimativa)
Em 100 ml de vinho caseiro: aproximadamente 80-90 kcal, carboidratos 1-2 g, álcool 10-13%, zero gorduras ou proteínas significativas. Os valores podem variar dependendo do açúcar adicionado e da graduação final do vinho.
Armazenamento e reaquecimento
O vinho deve ser armazenado em recipientes cheios, hermeticamente fechados, em local fresco. Se houver espaço vazio, transfira imediatamente para recipientes menores. Uma vez aberto, beba em alguns dias, para evitar oxidação. O vinho não deve ser reaquecido, deve ser consumido à temperatura ambiente.
A receita funciona bem para grandes quantidades e não requer equipamentos especiais, apenas atenção à higiene e aos passos de fermentação.
Temos no quintal 3-4 variedades de uvas brancas e 2 variedades de uvas tintas. Evidentemente, predominam as variedades brancas. Tudo começa na colheita da vinha... Quando as uvas estão maduras e começam a estourar as bagas sob o peso do suco, colhemos os cachos que devem ser desengaçados (obrigatoriamente). Todas as bagas danificadas, mofadas, são removidas (tanto quanto possível), não serão usadas para a produção do vinho. As bagas são prensadas no esmagador, que fixamos acima dos barris, onde o mosto escorre junto com as bagas esmagadas. Não deixamos o mosto ferver na massa (bagas esmagadas), transferimos imediatamente para as damas. Ajudando-nos com uma peneira grande, prensamos as bagas das paredes do barril até que o mosto se acumule na peneira e possamos coletá-lo com um copo. Levantamos as bagas espremidas em uma das paredes do barril, fazendo uma ponte, até chegarmos ao fundo do barril e coletamos todo o mosto. Embora a operação pareça difícil, perceberemos ao longo do caminho como devemos proceder para coletar o máximo de mosto. À medida que enchemos os baldes com mosto, adicionamos açúcar que dissolvemos agitando o mosto com uma pá. A quantidade de açúcar adicionada a uma dama de vinho de 50 litros não deve exceder 3 kg (no máximo 4, se as uvas estiverem muito ácidas). Quando as damas estão quase cheias (não as enchemos totalmente, para deixar espaço para o vinho fermentar), preparamos para a fervura do mosto. Precisamos ter à mão garrafas de no mínimo 5-10 litros, nas quais colocaremos água até a metade da capacidade. Também prepararemos pedaços de mangueira de cerca de 1 m de comprimento, cujas extremidades colocaremos uma no barril com água, para que fique bem cercada por água, e a outra na boca da dama, sem tocar no vinho. Fixamos a ponta da mangueira amarrando o pescoço da dama com tiras de tecido, de modo que o ar não entre na dama. Em 1-2 dias o mosto começará a ferver, e os gases emitidos serão direcionados para a garrafa com água. Tenha muito cuidado se as damas estiverem armazenadas em um espaço fechado (adega, armazém): não entre na sala até ventilar bem o espaço por pelo menos 30 minutos. O dióxido de carbono liberado pelo mosto em fermentação pode matar! A fermentação terminará em cerca de 2-3 semanas, dependendo da temperatura ambiente. Perceberemos que o vinho parou de fermentar no momento em que não saírem mais bolhas de CO2 da ponta da mangueira colocada na água. Quando o vinho parar de fermentar, removemos os panos e a mangueira, cobrimos e amarramos bem a boca das damas, e a partir desse momento não tocaremos no vinho por 45 dias. Somente após 45 dias transferimos o vinho para outras damas limpas, com cuidado, sem alcançar o sedimento de levedura no fundo e nas paredes das damas. Para não alcançar a levedura, amarramos a mangueira a um bastão, deixando o bastão, na extremidade que vamos colocar na dama, mais longo em cerca de 3 cm do que a mangueira. Assim, apenas o bastão tocará o fundo da dama e, implicitamente, a camada de levedura, enquanto a mangueira puxará apenas o vinho claro. Para clarificar o vinho e evitar a oxidação, adicionamos 15 g de metabisulfito de potássio a 50 litros de vinho (ou conforme as informações no rótulo, dependendo do produto que você usar). Uma condição muito importante para que o vinho mantenha suas qualidades é que a dama em que está armazenado deve estar sempre cheia. Não deixamos mais de 2 dedos livres até a boca dela. Se mexermos no vinho, transferimos todo o vinho para damas menores, de modo que nunca mantenhamos vinho em uma dama parcialmente vazia. Podemos armazenar o vinho assim preparado por muito tempo, sem se preocupar com a oxidação. Saúde! [bs:10] Ou como dizia meu pai, que Deus o tenha! : Receba-o, Senhor, e cuide do próximo! :))) P.S. Saibam que eu também trabalhei nele, mas não havia ninguém para me fotografar =))))
Ingredientes: Precisamos de: uvas bem maduras, preferencialmente de várias variedades, um triturador, metabisulfito de potássio e barris de fermentação.
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