Torta indiana de frango

Carne: Torta indiana de frango | Descubra receitas simples, saborosas e fáceis para a família | YUM

Tudo começou para mim com uma crise de batatas, para ser sincero. Tinha no frigorífico um peito de frango e algumas verduras meio sem graça, e vocês sabem como é, acabei tirando tudo das gavetas para ver o que colocava na mesa. Na primeira vez que tentei fazer essa combinação, derrubei o leite de coco num momento em que a criança me puxava pela manga e quase me esqueci das batatas no fogo. Quase as queimei! Mas o que saiu no final… me fez querer tentar de novo e de novo, porque eu gostei exatamente desse equilíbrio entre cremoso e picante, com uma crosta de batatas da qual você não quer se desprender. Não é complicado, só parece, pela quantidade de temperos que se acumulam na mesa durante o preparo. Não pensem que sai sempre igual, porque às vezes esqueço de algum ingrediente ou troco sem perceber, mas é justamente isso que torna tudo bonito.

Tempo: Cerca de 1 hora e meia, incluindo o tempo ao lado do forno, 8-10 porções, dependendo de quão esfomeados vocês estão, dificuldade… digamos média, mas se você já cozinhou pelo menos um pilaf ou um purê até agora, vai se sair bem sem estresse.

Faço isso sempre porque tem um sabor rico, mas não é pesado, e fica ótimo no dia seguinte. Gosto de poder improvisar com o que tenho no frigorífico — peito de frango, sobras de verduras, temperos que nem lembro quando comprei, tudo entra aqui. Pode ser congelado (a verdade é que muitas vezes divido em duas assadeiras: uma para o forno, outra para o congelador, para aqueles dias em que não tenho vontade de fazer nada). Pode ser servido em grandes almoços, em festas, ou simplesmente quando você quer algo “diferente” em relação à rotina clássica de purê com carne.

1. Primeiro, começo com as batatas, pois elas levam mais tempo. Descasco e corto em pedaços grandes. Não faço cubinhos pequenos, pois eles se desmancham muito ao cozinhar. Coloco para cozinhar em água com sal, por cerca de 15-20 minutos, para que eu possa amassá-las facilmente. Importante: se você usar batatas que se desmancham facilmente, tudo bem, mas se forem muito farinhentas, não as deixe muito tempo, senão viram purê.
2. Enquanto as batatas cozinham, cuido da “base” de carne e verduras. O peito de frango deixo em pedaços grandes no começo, coloco um pouco de sal. Aqueço uma frigideira maior, coloco uma colher de óleo (às vezes usei manteiga, ninguém reclamou) e coloco o frango para dourar rapidamente, de todos os lados. Não deixo muito tempo, só para pegar cor, retiro para um prato.
3. Na mesma frigideira — para que o sabor do frango permaneça — adiciono a cebola picada (não precisa ser muito fininha, ela derrete ao cozinhar). Os pimentões corto de acordo com o que me parece bom naquele dia — às vezes em tiras, outras vezes em cubos grandes. Pego o gengibre, descasco (não suporto sentir a textura fibrosa), e ralo. O alho amasso com a lâmina da faca e pico. Jogo tudo sobre a cebola, cozinho em fogo baixo por um tempo, não quero que queime, só que libere o aroma.
4. Os temperos — aqui é a grande “brincadeira”. Coloco curry, coentro, cominho e sementes de mostarda (se eu estiver a fim de moer na hora, coloco, se não, uso em pó). Nunca coloco tudo de uma vez, vou testando pelo cheiro e pelo gosto, e ajusto. Não precisa deixar muito tempo, apenas um ou dois minutos em fogo baixo, para que liberem seu aroma.
5. Reguei com um pouco de vinagre e joguei o açúcar (às vezes coloquei mel, fica diferente, mas não é ruim). Em cima de tudo, coloco os tomates picados (de conserva, confesso, raramente uso tomates frescos para isso), e o leite de coco. Essa é a parte mais satisfatória, quando tudo começa a se unir, formando um molho grosso. Deixo cozinhar em fogo baixo por cerca de 10 minutos, para que os sabores se misturem. Se parecer muito grosso, coloque um pouco de água ou caldo.
6. Enquanto isso, as batatas devem estar prontas. Escorro bem (não deve ter muita água, senão o purê fica aguado), e deixo esfriar um pouco para não me queimar. O peito de frango corto de forma mais grosseira, não me preocupo muito com o corte, para sentir o pedaço quando encontrar na assadeira.
7. Coloco o frango de volta sobre o molho com as verduras, deixo cozinhar em fogo baixo por cerca de 15-20 minutos, para que tudo se misture. Se você gosta das verduras mais firmes, não deixe muito tempo. Quando acho que o molho reduziu o suficiente (não deve escorrer, mas também não deve estar completamente seco), retiro do fogo, coloco sal e folhas de coentro picadas. Quem não é fã de coentro deve colocar com cuidado — na minha família, metade adora, metade tolera.
8. A cobertura é a parte em que não há pressa. Amasso as batatas enquanto ainda estão quentes, com um pouco de leite de coco, sal, cúrcuma (para cor e um pouco de sabor, não exagerem, pois fica amargo), suco de limão (não sei por quê, mas dá um charme diferente ao purê), cebola verde e talos de coentro picados. Essa é toda a combinação. Se parecer muito grosso, coloque um pouco mais de leite de coco ou água morna.
9. Montagem final: despejo o masala (ou seja, a mistura de carne e verduras) em duas assadeiras refratárias — uma para comer agora, outra para congelar. Sobre cada uma, espalho uma camada generosa de purê. Não aliso perfeitamente, deixo pequenas ondas, para que doure bem. Por cima, polvilho sementes de cebola ou nigela, se tiver à mão. Se não tiver, não é tragédia.
10. Coloco a assadeira no forno por cerca de 30 minutos, a 200 graus, até dourar levemente nas bordas e o purê formar uma crosta. Dica: se você gosta que “chiem”, coloque no grill por 2 minutos no final.

Não se restrinjam a uma salada ao lado, combina muito bem com conservas frias, algo ácido que equilibre a doçura do molho. Já experimentei com uma cerveja gelada e com um vinho branco demi-seco, e funcionou até melhor do que eu esperava. Se você quiser colocar um menu completo na mesa, uma sopa clara no início e eventualmente um acompanhamento de arroz com verduras ou uma tigela pequena de iogurte batido com hortelã e sal funcionam bem. Acho que é exatamente o que você precisa, especialmente se tiver convidados ou quiser impressionar sua família por ter feito algo “diferente”. Se sobrar mistura de masala, é deliciosa também no dia seguinte sobre uma fatia de pão torrado.

As variações são infinitas. Já experimentei com carne moída no lugar do frango (é outra história, mas funciona), com sobras de peru ou até mesmo sem carne, usando apenas verduras — não tenham medo de usar o que têm: abobrinha, cenouras, ervilhas, grão-de-bico. Tenho um amigo que colocou pedaços de peixe, mas isso ainda não testei. Se você não suporta coentro (sei que muitos o acham sabonoso), pode usar salsa simples ou até um pouco de endro na cobertura. Você pode fazer também versões mini, em formas de muffin, para levar ao trabalho ou para as crianças. E o purê — pode ser metade batata, metade raiz de aipo ou pastinaca, se quiser um sabor mais rústico.

Combina melhor com algo ácido ou refrescante ao lado, digo sinceramente. Para mim, vai muito bem até com salada de pepinos em conserva. É boa e simples, mas não é pesada se você tiver algo fresco na mesa. Pode ser comida tanto no almoço quanto no jantar, aquecida em porções pequenas, não seca, permanece macia.

Perguntas que sempre recebo:

1. Posso usar outra carne além do peito de frango?
Sim, qualquer carne magra funciona, já fiz com coxas desossadas, com peru, até com carne de porco cortada mais fina. Só precisa ajustar o tempo de cozimento — a carne de porco precisa de alguns minutos a mais.
2. Com o que posso substituir o leite de coco?
Se você não é fã de coco ou não tem em casa, pode usar creme de leite ou até mesmo leite comum (mais gordo), só que o sabor final será diferente, algo mais clássico.
3. Não suporto coentro, o que posso colocar no lugar?
O mais simples — salsa verde ou endro. Talvez não tenha exatamente o mesmo charme, mas o purê é gostoso sem ele. As folhas de aipo também funcionam.
4. É obrigatório colocar sementes de cebola/nigela por cima?
Não, são apenas para aparência e um sabor sutil, mas não é obrigatório. Fica muito bem também sem, ou com gergelim negro, se você tiver.
5. Posso fazer vegetariano?
Sim, sem estresse. Retire a carne, coloque qualquer tipo de verduras que você gostar — grão-de-bico, lentilhas, abobrinhas, cenouras, couve-flor. Vai ficar igualmente saboroso. Se quiser um plus de proteína, pode adicionar tofu frito no final.
6. Pode ser feito com batatas-doces?
Funciona, mas fica mais doce, e você precisa ajustar o açúcar ou o limão na cobertura. Pessoalmente, prefiro a versão com batatas normais.
7. Como conservo se sobrar?
Conserva-se no frigorífico, coberta, por 3-4 dias sem problemas. Para mais do que isso, porcione e congele, descongela facilmente no forno ou no micro-ondas.

Valores nutricionais aproximados: para uma porção (de 10) tem cerca de 350-400 kcal, das quais cerca de metade vem das batatas e do leite de coco. A proteína é bastante boa (25-30 g por porção, dependendo da quantidade de frango que você usar), e as gorduras não são exageradas, especialmente se você não colocar muito óleo ou usar leite de coco light. Tem fibras das verduras, carboidratos das batatas, algumas gorduras saudáveis do coco. Não é um prato “light”, mas também não é pesado como uma moussaka clássica. Se você se preocupa com calorias, use menos óleo e leite de coco.

Conserva-se bem no frigorífico, em assadeira coberta com papel alumínio, por 3-4 dias. Se quiser aquecer, coloque no forno por 15 minutos a 170 graus ou coloque uma porção no micro-ondas. O purê permanece macio, não endurece muito, se você não o secar ao assar. Congelado, aguenta facilmente um mês, descongele na geladeira e asse antes de servir (ou aqueça porções pequenas diretamente no micro-ondas se estiver com pressa).

Ingredientes:
- 2 colheres de sopa de óleo – de oliva, de girassol, o que você tiver, que não seja muito aromático.
- 4 pedaços de peito de frango (ou equivalente, cerca de 800 g) – a principal fonte de proteína, carne macia.
- 2 cebolas – para doçura e volume, a base do molho.
- 1 pedaço de gengibre (cerca do tamanho de um dedo) – para um sabor levemente picante e fresco.
- 3 dentes de alho – sabor intenso, equilíbrio com a doçura da cebola.
- 2 colheres de sopa de curry em pó – o sabor principal, define a receita.
- 2 colheres de chá de coentro moído – adiciona cítrico e frescor.
- 2 colheres de chá de cominho moído – quente, levemente amargo, complementa o curry.
- 2 colheres de chá de sementes de mostarda (ou em pó) – para uma nota de picante sutil.
- 2 colheres de chá de vinagre de vinho (branco ou tinto) – para cortar a doçura e unir os sabores.
- 2 colheres de chá de açúcar branco ou mascavo – para equilibrar entre ácido e doce.
- 2 latas de 400 g de tomates picados – base do molho, dá corpo e acidez.
- 150 ml de leite de coco – para cremosidade e sabor exótico.
- 1 pimentão vermelho grande + 1 pimentão verde grande – para cor, textura e sabor levemente doce.
- Folhas de meia maço de coentro – frescor no final.
Para a cobertura:
- 1,5 kg de batatas farinhentas – a base do purê, crosta dourada ao assar.
- 150 ml de leite de coco – purê cremoso, não seco.
- 1 colher de chá de cúrcuma – para cor, sabor discreto.
- Suco de um limão – dá frescor e corta a gordura.
- 1 maço de cebola verde – para textura e uma nota fresca.
- Talos de meia maço de coentro – não jogue fora, dão sabor ao purê.
- 1 colher de chá de sementes de cebola ou nigela – para aparência e um sabor sutil, levemente amargo.

 Ingredientes: - 2 colheres de sopa de óleo, - 4 pedaços de peito de frango sem osso e sem pele, - 2 cebolas, - 1 pedaço de gengibre do tamanho de um dedo, - 3 dentes de alho, - 2 colheres de sopa de pó de curry, - 2 colheres de chá de coentro moído, cominho moído e sementes de mostarda (eu só tinha pó de mostarda, e o coentro e o cominho foram transformados em pó com um pilão), - 2 colheres de chá de vinagre de vinho tinto ou branco, - 2 colheres de chá de açúcar branco/moreno, - 2 latas de 400 g de tomates picados, - 150 ml de leite de coco, - 1 pimentão vermelho grande, - 1 pimentão verde grande, - folhas de meio maço de coentro. Para cobertura: - 1,5 kg de batatas farináceas, - 150 ml de leite de coco, - 1 colher de chá de cúrcuma, - suco de um limão, - 1 maço de cebolinhas, - talos de meio maço de coentro, - 1 colher de chá de sementes de cebola ou nigela.

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