Bolo com camadas e creme de caramelo (vegano)

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A primeira vez que fiz este bolo de camadas com creme de caramelo vegano, esqueci de desligar o bicarbonato. Não me pergunte como, pois tinha tudo bem arrumado na mesa, mas a pressa e a agitação me fizeram perder a noção do que coloquei. A primeira camada cresceu tanto que parecia pão, rachou, e claro que fiquei irritada. Ri e disse que nunca mais faria camadas, mas pensei em usar a massa para algo salgado. No final, acabei repetindo, medi tudo com mais atenção e ganhei coragem. Agora, quase em todos os períodos de jejum, ou quando quero algo doce sem ovo ou leite, faço. Já experimentei com vários tipos de margarina, usei açúcar mascavo e até adicionei casca de laranja ao creme; nem sempre sai igual, mas nunca recebi reclamações.

Resumindo: você precisa de cerca de uma hora e meia, duas, incluindo o tempo de esfriar (ou mais, se você se enrolar como eu com as camadas). Rende cerca de 10-12 porções, dependendo de como você corta. É de nível “não tenha medo da massa, mas também não comece com fome”. Ou seja, não é exatamente para quem faz um bolo pela primeira vez na vida, mas também não é algo que você precise passar o dia inteiro fazendo.

Faço essa receita com frequência por um motivo simples: quando você quer algo bom, doce, consistente e não quer se estressar com “ai, não tenho ovo, não tenho leite, não tenho manteiga”, é perfeito. Você pode fazer as camadas e deixá-las por um ou dois dias, e depois recheá-las quando tiver vontade. Além disso, é uma receita que não custa muito, não exige ingredientes “de filme” e serve para qualquer ocasião. Muitas vezes já dei pedaços dela para levar, em viagens longas ou para o escritório, e se mantiveram perfeitos. E a verdade é que no dia seguinte fica ainda melhor, as camadas amolecem e o creme se assenta bem.

1. Primeiro passo, as camadas. Eu sempre começo com cuidado, coloco o óleo e a água com gás em uma tigela grande. Já tentei fazer com água comum, mas parece que com água com gás elas ficam mais aeradas. Adiciono uma pitada generosa de sal, não por outro motivo, mas porque senão fica muito sem graça. O bicarbonato eu desligo separadamente com suco de limão, não por cima dos ingredientes, porque já aconteceu comigo: se coloco direto, não se mistura bem e no meio você encontra pedaços amargos. Certifico-me de que todos os líquidos estão à temperatura ambiente, nem do refrigerador, nem quentes, senão parece que a massa não se liga bem.

2. Adicione a farinha (a olho, cerca de 500-550g, mas sempre começo com menos e vejo pela textura). Misture com a mão ou com uma colher de pau, no começo é pegajosa, mas não se estresse, ela vai “se puxar”. Quando ficar elástica, sem grudar muito nas mãos, divida. Com essa receita, consigo 5 camadas finas. Às vezes faço 3 para o bolo e congelo o restante, para usar em outra torta. Não faça muito grossas, porque não ficam boas. Enrolo cada pedaço, um por um, em papel manteiga ou diretamente na bancada polvilhada com farinha. Tento fazer todas do mesmo tamanho, geralmente do tamanho da assadeira do fogão (cerca de 30x40cm funciona perfeitamente).

3. Preaqueço o forno bem a 180-190°C. As camadas não devem assar muito, 5-7 minutos cada, no fundo da assadeira. Coloco um cronômetro, senão esqueço e elas queimam nas bordas. Cuidado para não deixá-las muito tempo, pois ficam duras. Depois de esfriar, amolecem com o creme, então não tem problema se estiverem um pouco quebradiças. Quando as tiro do forno, coloco uma sobre a outra com um pedaço de papel manteiga entre elas, para não grudar.

4. Passo para o creme. Aqui é preciso um pouco de atenção, pois o açúcar não perdoa se queimar demais. Coloco o açúcar em uma panela mais grossa, em fogo baixo, e tenho paciência. Não mexo muito no começo, pois ele forma grumos, mas fico de olho para não aquecer apenas nas bordas. Quando derreter tudo e ficar um belo caramelo, jogo 500ml de água sobre ele. No início, borbulha, tome cuidado para não espirrar na mão. Se você não quiser que cheire muito a queimado, pode colocar um pouco de água antes, mas eu gosto do caramelo mais intenso.

5. Depois que o caramelo derrete na água (deixo um pouco mais no fogo para derreter todos os grumos), deixo esfriar um pouco. Em seguida, em uma tigela separada, misturo o amido com cerca de 100ml de água fria. Quando o caramelo não estiver mais fervendo, adiciono o amido, aos poucos, misturando bem com um batedor, para não formar grumos. Depois de adicionar tudo, coloco a panela em fogo baixo e mexo sem parar, com paciência, até engrossar como um pudim sério. Se deixar em fogo alto, corre o risco de grudar e queimar, então não se apresse.

6. Quando o creme estiver na consistência desejada (eu o deixo bem denso, mas ainda fluido), tiro do fogo e começo a adicionar a margarina, colher por colher. Não tudo de uma vez, pois não se mistura bem. Se você quiser que fique mais suave, use uma boa margarina, sem gosto artificial, não qualquer uma do supermercado. Por último, adiciono o suco de laranja (ou casca, se não tiver suco) – dá um sabor fresco, não pule esta etapa, faz diferença.

7. Agora vem a montagem. As camadas são colocadas uma a uma, com o creme entre elas, distribuído o mais igual possível. Eu sempre faço três camadas de creme, duas de camadas, mas se você tiver mais camadas, alterne como quiser. Tento deixar uma camada fina também para cima, para não secar. Coloco tudo na geladeira, com uma assadeira ou algo mais pesado em cima, para pressionar levemente. Deixo por pelo menos 6-8 horas, geralmente durante a noite.

8. No dia seguinte, antes de cortar, às vezes polvilho com açúcar de confeiteiro, mas não sempre – depende de quão doce você a quer. Também fica bom com uma camada fina de glacê simples de açúcar e água. Corto com uma faca grande, com a lâmina untada com óleo, para não quebrar o creme.

Dicas: se você quiser camadas mais macias, pode cobri-las com um pano úmido após assar, mas para mim não é necessário, pois o creme amolece. Se você tiver paciência, faça o creme um dia antes, fica ainda mais aromático. Se não gosta do gosto da margarina, pode colocar 100g de manteiga de coco (se não se importar que não seja “vegano”), mas aí fica diferente, mais gorduroso, mais aromático.

Conselhos e substituições: alguns colocam nozes picadas entre as camadas, não faz mal. Fica ótimo com algumas passas hidratadas misturadas ao creme (não muitas, pois fica estranho ao cortar). Se você não tiver água com gás, use água comum, só que as camadas ficam um pouco mais densas. Você pode trocar o açúcar branco por açúcar mascavo, mas terá um gosto mais pronunciado, um pouco amargo. Se não tiver amido, pode usar farinha, mas o creme fica mais pesado, mais pegajoso, não tão suave.

Com que bebida? Eu digo para não complicar: combina bem com café turco, chá preto ou um copo pequeno de licor amargo. Se você quiser fazer um menu completo com ela, sirva após uma sopa cremosa leve ou após batatas assadas com salada – para não se sentir muito “pesado”. Combina muito bem também com uma compota de maçã ou de cereja, se você tiver guardada desde o outono. Além do bolo, você pode adicionar algumas frutas frescas, especialmente laranjas, pois combinam com o aroma do creme.

Variações? Uma vez coloquei casca de limão nas camadas, dá um aroma discreto bom. Outra vez fiz o creme com açúcar queimado e leite vegetal em vez de água, mas ele corta mais rápido e não se liga tão bem. Se você quiser um creme mais leve, substitua metade da margarina por iogurte de coco ou outro tipo vegetal (se não se importar em não ser vegano). Se você tiver amêndoas picadas, polvilhe um pouco entre as camadas, dá um crocante agradável. Outra ideia: misture no creme uma pitada de canela ou um pouco de essência de rum, para outro aroma.

Com o que combina melhor? Sinceramente, com tranquilidade e um bom café, mas também com uma limonada gelada, especialmente no verão. Parece que combina perfeitamente em uma mesa com sopa de legumes e um prato de batatas, como sobremesa final. Vejo também em um aniversário ou simplesmente quando você recebe visitas inesperadas, pois corta bem e você pode porcionar como quiser.

Perguntas frequentes:

1. Posso usar outro tipo de gordura além de margarina?
Sim, você pode usar manteiga de coco ou qualquer gordura vegetal que endureça quando fria. Já tentei com óleo de girassol, mas não fica tão cremosa, separa na geladeira. Se você não se importar em não ser vegano, pode usar manteiga, mas muda totalmente o gosto.

2. Por que minhas camadas ficaram duras e não conseguem ser cortadas?
É possível que você tenha deixado assar demais, ou colocado farinha demais. De qualquer forma, depois de um dia na geladeira com o creme, elas devem amolecer. Se não, da próxima vez enrole mais fino e não deixe no forno mais do que o necessário.

3. O que faço se o creme talhou?
Geralmente talha se você coloca a margarina muito rápido, ou se o creme está muito quente. Afaste-o, deixe esfriar um pouco e depois misture energicamente com um batedor. Às vezes ele volta ao normal, outras vezes não, mas o gosto ainda fica bom.

4. Esse bolo pode ser congelado?
Sim, mas eu não recomendo. As camadas absorvem umidade demais e ficam muito moles, sem consistência. É melhor guardá-lo na geladeira, coberto, por até 4-5 dias. Se você realmente quiser congelar, é melhor congelar apenas as camadas assadas, sem o creme.

5. Posso colocar menos açúcar no creme?
Você pode, mas saiba que o gosto de caramelo não será tão pronunciado. Se quiser menos doce, coloque 300g em vez de 350g. Se quiser algo realmente “doce”, não intenso em caramelo, pode ir ainda mais baixo, mas o aroma não será tão forte.

Valores nutricionais? Bem, não é exatamente a sobremesa “leve”, mas também não é pesada. Em uma porção de tamanho decente, eu diria que há cerca de 320-350 calorias, 16-18g de gordura (principalmente da margarina e do óleo), cerca de 45-50g de carboidratos (açúcar e farinha), poucas proteínas, cerca de 2-3g, dependendo de quão grossas são as camadas. Não é uma sobremesa para dietas drásticas, mas também não é uma bomba se você comer uma ou duas fatias. Não tem colesterol se você usar uma boa margarina, as gorduras são quase todas vegetais. O açúcar é o principal ingrediente que “puxa para baixo”, mas se você reduzir e usar água com gás, sai um doce decente para jejum, sem aditivos ou químicos estranhos. Se quiser mais fibras, pode usar farinha semi-integral nas camadas, mas a textura muda, fica mais “rústica”.

Como conservar? Na geladeira, coberto com filme plástico ou em um recipiente de plástico, para não pegar odores. Dura facilmente de 4-5 dias, às vezes até mais, se não estiver muito quente na cozinha. Fica melhor após um dia, as camadas amolecem, o creme se assenta. Não recomendo reaquecer, você come frio ou à temperatura ambiente. Se você sabe que vai ficar sem energia ou tem visitas, corte em porções e guarde já separadas, para não grudarem entre si.

Ingredientes e seus papéis (desta vez de verdade):

Óleo – dá elasticidade à camada, para esticar sem quebrar e não ficar seca.

Água com gás – ajuda a arejar a massa, para as camadas ficarem fofas, não duras como pedra.

Sal – realça o sabor, senão tudo fica sem graça.

Bicarbonato desligado com suco de limão – faz as camadas mais macias, para não ficarem gomadas.

Farinha – a base da massa, de onde vem a estrutura.

Açúcar – para o creme, carameliza e dá aquele sabor amargo-doce característico.

Amido – engrossa o creme, para ficar entre as camadas sem escorrer.

Água – dissolve o caramelo, faz a ligação com o amido, mantém o creme macio.

Margarina – dá cremosidade e estrutura ao creme, ajuda a manter na geladeira.

Suco de laranja – aroma, um pouco de frescor, corta a pesadez do creme.

Casca de limão ou laranja (opcional) – para um sabor ainda mais vivo, se você quiser.

 Ingredientes: Folhas: 200 ml de óleo, 200 ml de água mineral, uma pitada de sal, meia colher de chá de bicarbonato de sódio dissolvido em suco de limão. Creme: 350 g de açúcar, 3 colheres e meia de amido, 500 ml de água, 175 g de margarina, suco de laranja (uma colher de sopa).

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